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Técnicas de memorização ajudam a evitar o branco na hora da prova

01/11/2019

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Você estudou o ano inteiro, fez simulados, anotações, leu dezenas de livros e, ao chegar a hora da prova, esqueceu tudo. O temido “branco” pode surgir a qualquer momento, principalmente se o candidato é muito ansioso. O tempo inteiro, o cérebro recebe milhares de informações, e, esse excesso pode afetar a concentração e a capacidade da pessoa guardar informações. Por isso, é importante treiná-lo para que sejam armazenadas somente informações relevantes, sobretudo quando for fazer a prova.

Focada em garantir uma vaga no curso de medicina, a jovem Maria Carolina de Almeida, 18 anos, vai fazer o Enem pela quarta vez e conta que, sua maior dificuldade é memorizar os conteúdos. Por conta disso, faltando três dias para o exame, ela segue estudando. “Preciso estudar constantemente, senão, acabo esquecendo o conteúdo rápido”, justifica. Ela também teve problemas com o tempo, principalmente no segundo dia de prova, no caderno de ciências da natureza. “A prova de exatas, geralmente, é um problema. Tenho tentado trabalhar essa deficiência refazendo provas cronometrando o tempo e procurando maneiras mais rápidas de descobrir a resolução da questão”, disse.


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O especialista em ginástica cerebral, Antonio Carlos Gomes afirma que existem atividades que estimulam o foco, a concentração e, principalmente, a memória que podem ajudar nos estudos. Ele é diretor da unidade da Asa Sul do curso Supera, voltado para o aperfeiçoamento de habilidades cerebrais que melhoram o desempenho na escola, exames e outras esferas. O especialista compara essas atividades com exercícios físicos. “Quanto mais estimulamos nosso corpo, mais forte e saudável ele fica. Com o cérebro é a mesma coisa. Quanto mais estímulo recebe, mais ágil se torna”, revela.

Atividades simples como mudar o relógio de pulso, pentear o cabelo e escovar os dentes com a mão não dominante, tomar banho no escuro, são coisas cotidianas que vão tirar o cérebro da zona de conforto e treinar as inteligências cognitivas, que são as habilidades de pensamento, raciocínio, memória e até criatividade.

Mas também existem técnicas mais voltadas para o estudo que são fundamentais para o bom desempenho do candidato. Nesta reta final, Antonio Carlos recomenda focar em criar mecanismos para memorização de conteúdos chave. “Fazer conexões mentais a partir de rimas, criar imagens, associando o conteúdo a uma situação esquisita que lhe faça rir, relacionar um som ao que você está estudando. Tudo isso ajuda”, indica.

Um exemplo disso são as músicas, muito comuns em cursinhos preparatórios. A Maria Carolina concorda que essas ferramentas tornam mais fácil a memorização do conteúdo. “Ajuda muito, principalmente em exatas, que demanda algumas equações. É legal pensar nas músicas ou outras associações, que a gente faz com as fórmulas”, argumenta.